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Ex-Jogadores do Atlético Goianiense de 1971 homenageados – Exemplo para todo Futebol Goiano

21/01/2022

Recentemente o Atlético Goianiense entregou 5 Camisas especiais referentes à Conquista do Torneio da Integração Nacional aos ex-atletas Pedro Bala, Beloyanes, Zé Geraldo e Paguetti e ainda ao filho do ex-jogador Claudinho (Eduardo). Tal homenagem ocorreu nos momentos que antecederam o confronto entre Atlético x Grêmio (RS) e fizeram parte do ciclo de comemorações dos 50 anos da conquista do primeiro título nacional do futebol goiano. 

Tendo ao fundo o gramado do Estádio Antonio Accioly, bem ali no Bairro de Campinas, berço originário do rubro-negro goiano, figurou a linda Taça conquistada em 1971. O Presidente do Clube, Adson Batista, não mediu esforços para restaurar o Troféu, as redes sociais do clube falaram desse grande feito durante todo o mês de outubro e o torcedor no Estádio aplaudiu calorosamente quando os nomes dos campeões, de todos eles e não só dos homenageados, foram falados no sistema de som. 

O sentimento dos jogadores ali, naquele momento, tinha algo que não podia ser definido em palavras... olhavam para a Taça, para o Estádio, mas principalmente miravam-se uns aos outros, companheiros de conquista que não se encontravam há anos, com um misto de orgulho, alegria incontida, de vez em quando olhos até meio marejados, por momentos os semblantes pensativos e distantes, mas uma cumplicidade, uma alegria incontida. Era uma coisa de outro mundo. Voltaram aos holofotes, 50 anos depois, deram entrevistas para muitos jornais escritos, rádios, TVs.

Esse atleticano aqui, que não chegou a vê-los jogar, mas que sempre ouvia histórias, lia muito sobre eles, pesquisav. Esse atleticano aqui ficou simplesmente em êxtase ao ver as várias brincadeiras de Paguetti empurrando Pedro Bala e esse respondendo “Esse aqui me deu muito trabalho viu”. O jeito mais reservado de Beloyanes e Zé Geraldo e aquela cumplicidade e afeto de quando estavam juntos, as brincadeiras de alguns com o filho do Claudinho, o Eduardo, que, nas festas, quando criança, tinha que segurar os copos de cerveja para os adultos, nossos campeões rubro-negros. Nada disso eu encontrei nas histórias e nas pesquisas, momentos que só experiências únicas como essas poderiam proporcionar aos atleticanos apaixonados.

Na homenagem aos ex-jogadores campeões do Torneio da Integração Nacional de 1971 o que não faltou foram aqueles momentos onde parece que o tempo paralisa, em que você se conecta profundamente com as glórias do passado estando no presente. São literalmente instantes em que somos atravessados pela trajetória dos que ali estão.

Ver Zé Geraldo e Paguetti com a camisa do Dragão então, daí teve um gosto mais que especial, foram dois maestros imortalizados nos títulos de Campeão Goiano de 1970 e do Torneio da Integração Nacional de 1971. Também com a Camisa do Dragão, essa edição com o número 71 nas costas, estava Beloyanes, campeão em 1970 e 1971 ao lado de seu irmão Maotsetung, os dois oriundos da base, nascidos na Vila Operária e filhos do camarada Tabajara Póvoa, comunista do PCB e campineiro. As gerações de filhos e netos dos ex-jogadores estavam todos orgulhosos de ver aquela homenagem ocorrer em uma abertura de um jogo de Brasileirão Série A. Torcedores tirando fotos com nossos Campeões de 1971 e com a Taça. Aliás, nosso eterno goleiro Pedro Bala reconheceu na hora o torcedor Elpídio, que fazia parte da Charanga do Maurício “Respeita as Cores”, nosso torcedor símbolo. Foi uma enxurrada de emoções e memórias! Isso tem um valor imaterial e tão profundo que coloca o Atlético Goianiense em outro patamar. Depois, todos vibraram muito com a vitória do Dragão sobre os gaúchos por 2 a 0. 

O Atlético se coloca como exemplo para o Futebol Goiano ao valorizar aqueles que deram o sangue dentro de campo, ao resgatar o papel de uma geração que tinha identidade com o Clube, com os torcedores. Esse esquadrão de 1971 viveu uma época em que as condições econômicas em torno do futebol eram muito precárias, onde jogador quase nenhum ficava rico com futebol, não era época dos carrões e do marketing pessoal. Mas era época de jogar por muito amor ao Clube, com muita raça, conexão com a torcida, e foi assim  que esses craques rubro-negros derrotaram na final a vice campeã paulista do ano anterior, uma Ponte Preta recheada de jogadores com nível de Seleção Brasileira. 

E para o torcedor atleticano as surpresas não pararam por aí nesses 50 anos da conquista do Integração. 1) O Clube apresentou um Pod Cast especial com depoimentos de torcedores, jogadores e jornalistas que acompanharam o Torneio; 2) Lançou em janeiro uma camisa retrô alusiva ao Título de 1971 para o torcedor poder comprar; e 3) irá fazer a reivindicação formal junto à CBF pelo reconhecimento desse Título Nacional, que, inclusive, foi apoiado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) à época. 

O Dragão mostrou que as Glórias do presente têm sustentáculo no Passado, provou que reconhece e valoriza sua Trajetória e a História que está construindo no presente junto ao torcedor.  Mostra para o Brasil porque é o Clube Mais Tradicional do Estado. É um clube consolidado na Série A e, com muito orgulho, o primeiro clube goiano a conquistar um Título Nacional. Viva os heróis da conquista do Torneio da Integração Nacional de 1971 e que mais clubes valorizem a história do futebol Goiano!!! 


Paulo Winicius Teixeira de Paula – Historiador e Diretor de Patrimonio Historico e Cultural do Atletico Goianiense

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